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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008
Música, dança e exposições na vila medieval de Monsaraz


 

A bienal cultural Monsaraz Museu Aberto vai decorrer na vila medieval de Monsaraz a partir de sábado e até 20 de Julho com um programa que pretende abordar o que de melhor se faz na cultura e nas artes do espectáculo, a nível nacional e internacional. Organizado pelo Município de Reguengos de Monsaraz desde 1986, o Monsaraz Museu Aberto tem atingido elevados índices de notoriedade pela qualidade e diversidade da programação e pelo cenário arquitectónico e histórico que envolve o festival, considerado de referência no Alentejo e em Portugal.

A 18ª edição do Monsaraz Museu Aberto, que desde 1998 se realiza com periodicidade bienal, terá a abertura oficial no sábado, dia 12 de Julho, pelas 18:30 horas, com as actuações do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, Os Ganhões de Castro Verde e os Ceifeiros de Cuba, no jardim da Casa da Universidade. Em seguida, haverá a visita às exposições e às 20:00 horas será apresentada mais uma edição especial do vinho tinto reserva “Monsaraz Museu Aberto”, da CARMIM – Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, numa associação entre a arte do vinho e a criação artística. A Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana sobe ao palco do Castelo na primeira noite do festival, pelas 22:00 horas, contando com participação nalguns números do Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense e do Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica Corvalense.

No segundo dia, domingo, pelas 18:00 horas, na Igreja de Santiago, decorre a apresentação do livro “As Pinturas Murais da Capela de São João Baptista em Monsaraz (1622), Estudo do Programa Artístico e Iconológico e Fixação de Autoria”, realizado por Vitor Serrão. Um trabalho iniciado em 1998 que decorreu durante o processo de restauro e tratamento do acervo pictórico, levando a bom termo um plano ambicioso de análise pluridisciplinar que permite devolver o conjunto ao olhar da comunidade e saber alguma coisa de seguro sobre o seu programa artístico, a sua significação iconológica e a sua filiação oficinal.

A partir das 20:30 horas, no Adro da Igreja Matriz, o Grupo de Danças Medievais “Compassos do Tempo”, de Castro Marim, anima o início de noite, seguindo-se pelas 22:00 horas, no Castelo, o espectáculo de Ballet Flamenco de Maria Carrasco que apresenta Carmen, de Bizet. A companhia de bailado oferece a Monsaraz a sua mais recente produção do clássico de Bizet, numa estreia ibérica que conta com 20 artistas em palco, quatro músicos e 16 bailarinos, entre os quais o famoso Juan de Juan. O espectáculo inclui muitas mudanças de cenário e de vestuário e uma deslumbrante iluminação cénica.

Na segunda-feira, dia 14 de Julho, pelas 19:00 horas, a Igreja de Santiago recebe o Quarteto São Roque, uma formação de música de câmara que tem trabalhado composições dos séculos XVIII, XIX e primeira metade do século XX. A partir das 22:00 horas, o palco do Castelo será preenchido pela Orquestra Planície, formada por 17 elementos e com um repertório actual e diversificado.

O Monsaraz Museu Aberto continua na terça-feira, às 19:00 horas, com o desfile e actuação pelas ruas da vila medieval do Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz, Grupo Coral de Campinho Gente Nova e Grupo Coral de Perolivas. À noite, pelas 22:00 horas, no Castelo, haverá um concerto pela Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense.

O festival prossegue na quarta-feira com o espectáculo de Mário Moita e os Trovadores do Sul, às 22:00 horas, no Castelo, com interpretações de fado ao piano, fado tradicional e cantares alentejanos. Mário Moita é um artista de Reguengos de Monsaraz que tem levado o fado e a cultura portuguesa a países onde normalmente não se faz sentir a língua de Camões. Neste espectáculo, o início será com fado ao piano, de seguida, Mário Moita será acompanhado por guitarra portuguesa e uma viola de fado, e termina com cantares alentejanos enriquecidos pelo acordeão, cavaquinho e contrabaixo dos Trovadores do Sul.

No dia 17 de Julho, os Adiafa e muitos convidados sobem ao palco do Castelo, pelas 22:00 horas, para apresentarem o espectáculo “Água Vida”. O grupo incluiu no seu último trabalho discográfico uma moda que referencia a importância da água na vida de todos, alertando para que seja preservada e respeitada, como uma riqueza essencial ao ser humano. O tema “Água Vida” é uma fusão entre a dança da chuva dos índios e o cante alentejano, proporcionando uma sonoridade verdadeiramente inovadora e actual que é o mote do espectáculo a apresentar no festival.

Na sexta-feira, às 22:00 horas, o Castelo de Monsaraz recebe a Orquestra de Balalaicas de Helsínquia. Considerada a segunda orquestra de balalaicas mais antiga do mundo, com 98 anos de idade, foi fundada por cidadãos russos residentes em Helsínquia quando a Finlândia era Grão-Ducado da Rússia. Nesta terceira digressão em Portugal, depois dos anos 2004 e 2006, a orquestra traz 25 músicos, é dirigida por Guennadi Glikov e inclui os cantores Heli Jormanainen e Viacheslav Druzhinin. A Orquestra de Balalaicas de Helsínquia vai apresentar no festival instrumentistas de domras, balalaicas, acordeãos, instrumentos de percussão e guitarra portuguesa.

O cante alentejano dos concelhos de Reguengos de Monsaraz e de Mourão vai estar em debate no dia 19 de Julho, pelas 10:00 horas, na Igreja de Santiago. “O Cante e os Grupos... Que futuro?” será o mote para um fórum que vai abordar os apoios, incentivos e as infra-estruturas do cante alentejano, o que une e separa os grupos corais, o papel das escolas básicas do 1º ciclo no ensino do cante e o património cultural municipal.

A noite de sábado no festival Monsaraz Museu Aberto será preenchida pela fadista Ana Moura, que vai subir ao palco do Castelo pelas 22:00 horas. Ana Moura actuou com os Rolling Stones no último concerto desta banda em Portugal e está a viver desde a edição de “Para Além da Saudade” o período mais rico da sua carreira, com a atribuição do Prémio Amália na categoria de Melhor Intérprete e a nomeação para um Globo de Ouro na mesma categoria. Na última semana de Junho, a fadista actuou nos coliseus de Lisboa e do Porto e tem agendado para os próximos meses vários espectáculos em Portugal e no estrangeiro.

No último dia do Monsaraz Museu Aberto haverá a apresentação do Catálogo do Arquivo Histórico-Musical da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, às 18:00 horas, na Igreja de Santiago. Este trabalho, da responsabilidade do musicólogo Rui Vieira Nery e de José Mariz, especialista em arquivos do Instituto dos Arquivos Nacionais Torre do Tombo, permite conhecer várias décadas da história cultural local, agora de forma organizada e estudada.

A música regressa ao Adro da Igreja Matriz, pelas 21:00 horas, com o espectáculo Quarteto em Mim apresenta “Coisas do Tango”. Composto por quatro músicos de formação clássica (dois violinistas, uma violoncelista e um pianista), o Quarteto em Mim pretende transportar o público para a sensualidade apaixonante do Tango, através da música de Astor Piazzola, da dança, das palavras, luzes e cores que constroem os passos do Tango e envolvem o público na sua poesia traçada pelos sentimentos. O espectáculo vai contar com a participação dos bailarinos Pedro Candeias e Ana Candeias e do acordeonista Ricardo Alves.

A fechar o Monsaraz Museu Aberto, pelas 22:30 horas, o Castelo vai vibrar com os Blasted Mechanism. O concerto, integrado na segunda parte da digressão do disco “Sound in Light”, o mais recente da banda, funde sonoridades vindas dos quatro cantos do mundo. Com uma imagem bastante forte que vai beber de inspiração a vários elementos universais e que é mutável de disco para disco, os Blasted Mechanism contam já com a edição de vários discos ao longo da sua carreira de 12 anos. No estrangeiro, o grupo actuou em clubes e festivais internacionais no Reino Unido, México, Suiça, Alemanha e Holanda. Nos últimos anos, tocaram com os Rage Against The Machine, Moby, Marilyn Manson, Nick Cave, Beck, The Prodigy, Chemical Brothers, System Of A Down e Asian Dub Foundation, entre muitos outros.

O Monsaraz Museu Aberto terá várias exposições permanentes que poderão ser apreciadas entre as 18:00 horas e as 24:00 horas. Na Torre de Menagem estará patente a exposição “Borboletas”-guaches sobre papel de Alhinho Ferreira, na Igreja de Santiago os visitantes poderão ver “Trabalhos sobre Papel”, de Margarida Lagarto e no edifício da Junta de Freguesia de Monsaraz haverá uma mostra de bordados de Cornélia Cojocaru. A Casa dos Sapos recebe a exposição “Os Porquinhos do Montado”, que reúne um conjunto de porcos em terracota decorados por 25 artistas convidados e na antiga Escola Primária estará patente uma retrospectiva constituída por fotografias, vídeos e projecções do Grupo Cultural e Desportivo da Freguesia de Monsaraz.



publicado por noticiasevora às 11:44
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