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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
Évora homenageou patriotas que há 200 anos resistiram às invasões napoleónicas

 

 

A Câmara Municipal de Évora, representada pelo presidente, José Ernesto d’ Oliveira, e o Comando de Instrução e Doutrina, representado pelo seu comandante, o tenente general João Nuno Jorge Vaz Antunes, presidiram ontem de manhã, na Porta de Alconchel, à cerimónia evocativa do II Centenário do massacre de civis e militares que se opuseram ao saque e ocupação de Évora pelas forças do exército de Napoleão.

 “Évora escreveu sempre a sua história ao longo de mais de 2000 anos com gestos heróicos como este, que fazem afirmar o melhor que a condição humana tem consigo, o amor à pátria, à terra onde nasceu e o amor ao património que é de todos e é essa lição que nós hoje também continuamos, por um lado, preservando o património, a nossa identidade e, por outro lado, afirmando um lugar no futuro”, considerou o presidente da Câmara Municipal de Évora.

Deu como exemplo o que foi feito nos dois últimos dias, em que num dia se escreveu páginas de “afirmação no progresso, no desenvolvimento e no futuro” com a assinatura de acordos com o gigante brasileiro da aeronáutica Embraer, para a instalação de duas unidades fabris em Évora, e no outro dia, hoje, em que “prestou-se homenagem aqueles que vêem escrevendo, muitos deles anónimos, a história desta cidade e a sua honra e glória, àqueles que tombaram nestas portas em defesa da sua cidade, do seu património e da sua pátria”.

José Ernesto d’ Oliveira relembrou a defesa heróica de Évora feita por “milhares de homens e mulheres, civis, militares e religiosos” e realçou também entre eles a figura de Frei Manuel do Cenáculo, o fundador da Biblioteca e também Arcebispo de Évora, que “conseguiu, com a sua diplomacia, com a sua resistência, com seu não quebrar, acabar com o saque e com a mortandade que se estava a passar nas ruas de Évora”.

O tenente general João Vaz Antunes, na sua alocução recordou o contexto nacional e internacional de há 200 anos que esteve na origem das invasões napoleónicas e a forma como Évora resistiu ao ataque do exército ocupante, sublinhando também a importância desta cerimónia evocativa que a Câmara decidiu organizar e a que o Comando de Instrução e Doutrina prontamente se associou.

Finalizou a sua intervenção com quatro apontamentos; um de agradecimento à Câmara Municipal de Évora e também aos militares envolvidos (muitos deles interrompendo as férias para estarem no evento), bem como ao homem que os treinou, o coronel Azevedo Martins.

Relembrou também a necessidade de não se ser ingrato com a História, pois o Príncipe Regente D. João VI não abandonou Portugal, mas sim evitou cair prisioneiro de Napoleão, tendo inclusive este último reconhecido nas suas memórias que D. João IV foi o único monarca europeu que o enganou.

Afirmou ainda que este conflito entre França e Inglaterra mostrou que Portugal quis ser neutro, mas “não é neutro quem quer, mas quem pode”; e evocou a memória dos mortos em Évora que “com seu sangue escreveram aquilo que nós hoje temos o prazer e a honra de termos nos estandartes nacionais das nossas unidades: «Esta é a ditosa pátria, minha amada»”.

Recorde-se que o evento incluiu também o descerrar de uma lápide evocativa junto à Torre da Porta de Alconchel e a participação da Fanfarra do Regimento de Artilharia Anti-Aérea nº 1 de Queluz e do Pelotão da Escola Prática de Infantaria de Mafra, que, vestidos à época, recriaram os toques da fanfarra, os movimentos e o manejo da arma característicos de há 200 anos atrás.



publicado por noticiasevora às 11:56
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