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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Desafiar, transgredir, cruzar fronteiras em Évora

 

Um programa de criação e performance é apresentado, na próxima quarta-feira, às 21h 30m, no Convento do Carmo, em Évora. Com Guillermo Gómez-Peña, Roberto Sifuentes e um grupo de 25 artistas nacionais e estrangeiros.

“Num tempo em que os governos pedem que não cruzemos fronteiras, termos criado esta comunidade efémera dedicada à criação radical torna-se fundamentamente um gesto político”. Foi com estas palavras que Guillermo Gómez-Peña encerrou os trabalhos da Escola de Verão que dirigiu com La Pocha Nostra. Dez dias de trabalho intensivo com 25 artistas, nacionais e estrangeiros, durante os quais se exploraram metodologias de criação performativa — desde os ‘museus vivos’ às intervenções no espaço arquitectónico, aos desafios de realização de jam sessions de criação de imagens, à criação em colaboração.

Em permanente questionação do mundo em que vivemos, os criadores de La Pocha Nostra, colectivo radical de criação com base nos Estados Unidos da América e com ramificações por vários países em todo o mundo, e os artistas participantes na Escola de Verão, exploraram os territórios dos géneros, das identidades, das políticas de mobilidade aplicadas às minorias migrantes e aos países do Sul. Radicalmente, cada dia de trabalho encontrou razões para cruzar fronteiras — físicas e simbólicas —, para problematizar e criar apropriações de alta intensidade crítica em gestos e corpos de radical beleza. Desafiar, transgredir, cruzar fronteiras (territoriais, comportamentais e gnoseológicas) foram, assim, as palavras-chave desta Escola de Verão, realizada em parceria com o Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora.

A Escola de Verão corresponde, nesta quinta edição do Festival Escrita na Paisagem, à inauguração de um formato, que trará a Portugal, em cada ano, um criador de referência no panorama internacional. A abertura do formato coube a Guillermo Gomez-Peña / La Pocha Nostra, um dos artistas mais radicais, iconoclastas e transgressores da cena performativa contemporânea. As suas criações etno-tecno-canibais exploram um imaginário transgressor, alimentado por imagens e temas de matriz, religiosa, sexual e política, centrados na trans-culturalidade, trans-geracionalidade e transdisciplinaridade. A criação e a pedagogia de La Pocha Nostra têm criado “comunidades temporárias de artistas rebeldes”, disseminando processos de criação, contestação e intervenção política. Assim aconteceu em Évora.



publicado por noticiasevora às 19:09
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