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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
Dança, teatro e circo em Arraiolos

 

 

Três companhias oriundas de Itália, Portugal e França. Três dias de espectáculos apresentados em três espaços da Vila de Arraiolos por três jovens companhias ligadas à experimentação e à investigação artística. Três momentos de encontro com linguagens artísticas em ebulição, entre a dramaturgia da imagem e a da experiência, entre o lúdico e o político, o individual e o colectivo, a casa e a cidade. Três propostas do Festival Escrita na Paisagem integradas na Semana da Juventude de Arraiolos, a decorrer desde ontem e até domingo.

Hoje, Giorgia Maretta (IT), jovem coreógrafa italiana, apresenta o Cine-Teatro de Arraiolos, Figura morta con natura, peça coreográfica seleccionada para a Biennal of Young Artists of Europe and the Mediterranean 2008. Trata-se de um espectáculo de forte visualidade, criado a partir do quadro O Gato do Mediterrâneo de Balthus. O gato como figura doméstica a que a dança empresta plasticidade. Uma leitura da casa, do homem, da mulher, desenvolvida como uma extensão, ou como fascínio por aquela imagem. Uma collage acumulando detalhes visuais e sonoros, onde a acção e o som procuram a precisão da coincidência, a simultaneidade típica de uma certa linguagem do cinema. O tempo é regulado pelas palavras gravadas de uma aula de inglês.

Amanhã, dia 13, o Teatro do Vestido (PT), uma das mais originais companhias da cena teatral portuguesa, apresenta Ilhas, um projecto de criação em residência que tem em Arraiolos a sua estreia. Que ilhas são estas, pode perguntar-se. Eles respondem: «Quando dizemos Ilhas dizemos entre outras coisas tudo aquilo que nos torna ímpares, únicos, isolados, sozinhos, juntos – falar de Ilhas é necessariamente falar de pontes, de arquipélagos, de formas de viajar de umas para as outras, e também de desencontros, de atrasos e de falhas de comparência. O processo de Ilhas tem-nos levado a procurar e a encontrar ligações entre assuntos e personagens que nos inquietam, que nos questionam e que nos impelem a procurar essa relação…». Daí também a escolha de uma casa —e não de um espaço teatral convencional— para a apresentação. Uma casa-arquipélago, onde as ilhas e o resto das respostas (ou das perguntas) se encontrarão. É o que poderá encontrar na casa sita na Rua Santo Condestável, nº30, onde o projecto é apresentado em duas sessões – às 21h e às 22h30.

No domingo, às 21h30, no Cine-Teatro de Arraiolos, o festival Escrita na Paisagem encerra a sua participação na Festa da Juventude com a companhia circense de jovens artistas franceses Le Petit Travers (FR), que apresenta um ensaio aberto do seu projecto de criação, Pan Pot, com estreia marcada para 2009. Arraiolos é mais uma etapa na construção (ainda em curso) do projecto, que passará por vária slocalidades de Espanha e França em 2009.

Companhia de jonglage, os números de malabarismo estão no centro desta proposta, que não deixa de lançar mão de outras linguagens artísticas, do teatro à dança, às artes plásticas e ao desenho, uma característica da tipologia de criação deste colectivo.



publicado por noticiasevora às 13:16
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